Cultura e Plantio do Pinhão Manso - Aspectos Gerais

   Conforme se observa nas Ilhas de Cabo Verde, onde o pinhão-manso representa um fator econômico, a planta vegeta desde o nível do mar até em altitudes superiores a 1000 m, adaptando-se tanto nos terrenos de encosta, áridos, como em solos úmidos, embora as melhores condições de crescimento da ocorram nas altitudes entre 600 e 800 m.

   Cultivo: Pode-se obter boa multiplicação das plantas por meio de sementeiras ou por estacas. O ciclo produtivo  é variável, conforme se faça o plantio por estacas ou por sementes. A produção por via vegetativa tem início após 10 meses, mas só atinge a plenitude após 2 anos. 
   Cultura do Pinhão Manso por sementes:
Mudas de pinhão manso em sacos plasticos em area sombreada para posterior plantio ( clique aqui para ampliar a foto)Em sementeira ou viveiro de mudas ( a semente deve estar a no maximo 2cm de profundidade da terra ),Semente plantada em saco plastico no viveiro ( clique aqui para ampliar a foto) a germinação pode chegar a quase 100%, usando-se sementes novas, de boa conformação. Aconselha-se, no caso, o uso de sacos plásticos pretos, como cobertura, para evitar a ação direta dos raios solares. A planta estará apta para ser plantada no solo após 2 meses. No solo o espaçamento ideal é de 2 x 3.

Plantio do Pinhão-manso

    No plantio com espaçamento do 2x3 m, o que equivale a uma população de cerca do 1700 pés por hectare, o rendimento anual de óleo pode alcançar índices entre 5.000 - 6.000 Kilos de sementes por hectare, ou até mais, dependendo do trato que se dá ao cultivo da planta.
  
A adubação verde com leguminosas é outro procedimento recomendado para a fertilização dos campos cultivados com o pinhão-manso, pois, de modo geral, fornecem altos rendimentos por unidade de área plantada, fixando o nitrogênio atmosférico e transferindo aos solos, por decomposição orgânica, os elementos nutrientes essenciais como fósforo, cálcio ou enxofre além do nitrogênio. Entre as principais leguminosas , destaca-se a Crotolaria paulina Schranck, ou mucuna preta como vulgarmente é conhecida, cuja produção de massa seca por hectare atinge índice ao redor de 7 toneladas anuais, as quais podem transferir ao solo cerca de 195 Kg de nitrogênio, 23 Kg de P2O5 e 144 Kg de K2O por hectare.

   O aproveitamento dos resíduos da extração como adubo natural nos próprios plantios da euforbiácea, além de enriquecer o terreno de matéria orgânica, ira incorporar ao solo quantidades acentuadas de nitrogênio, fósforo e potássio, presentes em índices elevados na torta residual, contribuindo para manter um nível de produtividade mais regular da cultura e diminuindo o consumo dos fertilizantes químicos.

    A consorciação do pinhão-manso com culturas de ciclo anual é outra prática agrícola de grande alcance no êxito econômico da cultura, proporcionando maior rentabilidade pelo uso intensivo do solo. Tendo em vista as condições climáticas das áreas de maior aptidão ao cultivo do pinhão-manso, sugere-se a utilização de plantios intercalares com o amendoim, que além de aumentar a oferta de óleos vegetais por unidade de área, apresenta como outras leguminosas, a vantagem de promover a fertilização dos solos.

   As técnicas agronômicas empregadas na cultura da mamona podem também ser adaptadas aos plantios de pinhão-manso, ressalvando-se, no entanto, que sendo este último bem mais rústico e tolerante, certamente dispensará de maiores cuidados culturais. A planta se adapta melhor, entretanto, em solos de boa consistência, pouco compactos para não prejudicar o seu sistema radicular.

 

   

 

 

 

 

 

 

Plante Pinhão Manso e proteja nosso Planeta.